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Cooperação personalizada

Um projeto imensamente satisfatório de realizar foi a proposta da 2ª Maratona do UX, curso que participei elaborado pelo Leandro Rezende do UX Unicórnio. Era baseada num desafio proposto pelo ministério da saúde.

DESAFIO: Como poderíamos monitorar, em tempo real, os fluxos populacionais para identificar, educar e coibir aglomerações, comportamentos inadequados ou em não conformidade com as determinações de isolamento social? 

SafePath – Aplicativo que usa dados de GPS para identificar as principais rotas que o usuário faz e constata os melhores horários para que ele se desloque até determinado local, evitando aglomerações. A ideia principal que envolve o App faz relação com as tarefas que continuam sendo necessárias durante o isolamento e que fazem parte do cotidiano daquele usuário, facilitando o seu cumprimento. O SafePath busca personalizar a experiência de cooperação.

Primeiro busquei identificar qual o objetivo do ministério da saúde com essa proposta.

1 – Reduzir o número de infectados pelo Corona vírus;

2 – Diminuir os fluxos de pessoas em locais públicos;

3 – Diminuir o número de mortes.

O segundo passo foi identificar quem era o público alvo dessa solução.

Fazendo uma análise rápida, pude constatar que a população brasileira com acesso a internet e smartphones chega à 230 milhões, sendo assim, todas essas pessoas tornam-se possíveis usuários do App. Considerando que todos nós estamos unidos contra essa realidade, procurei pensar em uma alternativa que fosse interessante aos grupos de risco e também àqueles que não podem parar suas vidas em função do isolamento. Segundo dados do Google, 58,3% das pessoas são favoráveis e aderiram ao isolamento social, apesar de ser a maioria, cerca de 54% não acredita que o isolamento ajuda a reduzir a disseminação do vírus. Esses dados me ajudaram a preparar uma pesquisa mais detalhada sobre o posicionamento individual. 

Em uma enquete online, direcionei aos entrevistados perguntas sobre idade, localização, se aderiu ao isolamento social e quais locais frequenta durante esse período (pergunta chave da minha pesquisa). Numa das perguntas eu dou espaço para o entrevistado contar como ele acredita que pode colaborar. 

A partir daí, consegui elaborar um perfil de usuário considerando as respostas:

Perfil de usuário - generalizado

Depois de entender o público, os objetivos e ter dados reais de pesquisa com respostas de pessoas reais, pude idealizar uma solução que atenderia aos dois propósitos de maneira efetiva.

Para propor alguns cenários de uso e aplicações dessa solução na vida dos meus usuários, apliquei uma metodologia conhecida como “Trabalhos à fazer – Jobs to be Done”. Consiste em usar uma matriz para frases que auxiliam na hora de imaginar os contextos de uso.

Tendo essas informações em mãos e organizadas, dá-se início à prototipação. Nesse processo se contrói um modelo do que seria a solução final.

Com foco no princípio de que essa solução precisaria ser simples e sem necessidade de muitas informações do usuário, não haveria uma necessidade de login, apenas que o usuário autorizasse o uso dos dados de GPS do seu dispositivo móvel, isso para evitar uma possível evasão inicial e dar acesso mais rápido às informações que seriam relevantes a eles.

Depois de autorizar os dados, o aplicativo busca nos registros de GPS daquele usuário, pontos que ele frequenta mais. 

A rede GPS também é utilizada para fazer um mapeamento do fluxo dos seus locais, identificando em quais horários são menos movimentados para quem deseja fazer as suas compras, ir à farmácia, pet shops  entre inúmeras aplicações práticas.

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